11 de fev de 2014

O Amor tem Esfriado?


"...Um motoqueiro se aproximou de um jovem, imobilizado por dois homens no meio da rua... três tiros a queima roupa... Alguém filmou a cena com um celular. O crime ocorreu à luz do dia em uma esquina em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Pelo vídeo dá para perceber  que a execução sumária foi INSUFICIENTE para mudar a rotina da rua. A vida ali continuou como se nada tivesse ocorrido.”  (recorte – VEJA)

Confesso que sou ruim em escatologia e talvez alguém me diga que a aplicação do texto da foto (Mt. 24:12) seja inadequada aos dias em que estamos vivendo. Porém, de uma coisa estou certo, temos vivido dias de indiferença ao o sofrimento do próximo, conforme visto no texto da Veja.

Aliás, a violência virou atração do horário das seis em várias emissoras de TV; a prostituição hoje é atração principal de todas as horas em quase todos os canais. Some-se a isso, fatos como a inversão absurda dos valores familiares, além da corrupção aviltante e em todos os níveis que estraçalha nossa nação.  

Eu não tenho dúvida que na mesma proporção que a iniquidade se multiplica o amor tem esfriado no coração de muitos, de forma que até a própria igreja cristã tem sido apática e indiferente diante do pecado e da dor de tanta gente, uma frieza que beira o torpor e grita escandalosamente contra o Evangelho.

É possível que no mesmo cenário do episódio descrito no texto supra mencionado, e amplamente divulgado nas imagens do site do jornal Extra, entre tantas pessoas que estavam presentes estivessem também algum cristão? Não estaria se repetindo a história do samaritano, onde os religiosos passaram de largo?

O pior de tudo é a certeza de que depois de tudo o que ouvimos e vemos em nosso dia a dia, vamos para a igreja adorar a Deus (entenda: cantar com as mãos para o céu e de olhos fechados). Devolvemos os dízimos, damos oferta, ouvimos a Palavra de Deus e saímos de lá com o coração leve, certos de que já fizemos a nossa parte enquanto cristãos. Vamos pra casa para mais uma semana repleta de dor e sofrimento ao nosso redor e de indiferença da nossa parte.

Meu Deus! Será que já não cabe o que o Senhor falou através do profeta Jeremias? “Clama a mim, e responder-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes” (Jr. 33:3). Claro que cabe! Este é um momento oportuno para sermos mais incisivos quanto a nossa postura de discípulos de Cristo. O Senhor mesmo nos ensina: “Tu  porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem tens aprendido” (2 Tm 3.14).

É hora de clamar, de buscar ao Senhor e de pregar o evangelho de todas as formas. “Prega a Palavra, insta a tempo e fora de tempo, convence, repreende, exorta com toda paciência e ensino” (2 Tm 4:2).
É hora de dar um basta neste igrejismo viciante, de brecar a vida de falsa piedade sustentada por caras e bocas e jargões sem fim. É hora de arregaçar as mangas, de viver aquilo que dizemos crer. Não há meio termo, Deus não se convence com pirotecnia gospel, pelo contrário, coisas assim o deixa farto. 

“Por isso, quando estendeis as vossas mãos, eu escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei... Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai a causa da viúva” (Jr 1:15-17)

Que Deus nos ajude!


Marcos - Sal da Terra


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Um comentário:

  1. Ao ouvir 'A triste partida' de Luiz Gonzaga, comparo-a com a situação acima. Que tipo de denúncia temos feito? O comodismo Salvo, Sentado, Satisfeito - SSS tem lugar cativo no coração de muitos que aceitam Cristo e não se importam com o que sofre sem Deus, na terrível prática do pecado. Uma coisa não podemos deixar de fazer: interceder, suplicar ao Senhor da seara por mais ceifeiros, Mateus 9. 37, 38. Que o Pai nos faça ter atitudes de crentes. É suficiente.

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