20 de jul de 2013

O Nazareno e os Pregos (Mc 6:1-6)


O Brasil de hoje não é diferente da Nazaré dos tempos de Jesus. Vivemos uma enorme crise de fé em nossa nação. Um país que em sua maioria se diz cristão, vive como se Cristo não existisse, enquanto que a violência, a pornografia, a corrupção, a desordem social, os vícios, enfim, o pecado se expande absurdamente.

A exemplo do texto de Mc. 6:1-6, a presença dos nazarenos sem fé também tem se multiplicado em nossas sinagogas (pessoas que, mesmo não crendo em Cristo, ditam regras e reeditam o Evangelho dentro das igrejas).

Esta presença nazarena tupiniquim pactua com o pecado de forma que vemos se alastrar o adultério, a ganância, a soberba, o comércio, a idolatria e tantos outros pecados, enquanto que a vida devocional, a santidade e o serviço ao Senhor são praticamente ignorados. Aliás, a santidade é um assunto desagradável para  esta clientela ávida por show, pela extravagância e por um Evangelho pautado no querer do homem.

Os nazarenos sem fé das terras brasilis parecem trilhar apressadamente pelo mesmo temerário caminho que conhecemos de uma história recente vivida em outras Nazarés. De modo que não será surpresa se, num futuro breve, começarmos encontrar placas de Vende-se esta casa pregadas na frente de muitos templos ditos cristãos.

Um caminho sem volta? Não! Jesus também era nazareno; ele cresceu e viveu ali até o início do seu ministério e comprovou que é possível ter êxito mesmo vivendo em um lugar estigmatizado pelo insucesso, pela falta de fé.

Os últimos instantes da história do desacreditado jovem carpinteiro de Nazaré, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão, deu-se numa cruz, com suas mãos e pés transfixados por pregos. Coincidência ou não, o mesmo material que fixa a placa "vende-se este prédio", oferecendo um templo evangélico ao mercado imobiliário.

Os pregos que pregaram Jesus no madeiro cravaram, definitivamente, os nossos pecados. Talvez esta seja a razão pela qual Deus Deus não apagou as marcas nas mãos do Nosso Salvador glorificado. Tomé foi testemunha deste fato, lembra?

Qual o final que queremos para a nossa Nazaré brasileira que anda sem fé? Qual a aplicação que daremos aos pregos que chegarem as nossas mãos? 

Qual a atitude nazarena que teremos, fé ou incredulidade?   

Que  o carpinteiro nazareno, que quando pregado na cruz, nos concedeu salvação, nos dê graça. 

Um Abraço,
Marcos Sal da Terra


Leia mais: Reflexões








2 comentários:

  1. Muito bom. Clamemos pelo avivamento mediante arrependimento.

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  2. E Por aumentar a iniquidade o Amor de muitos esfriará! cumprimento de uma verdade bíblica!Oremos a Deus pela renovação!

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