13 de out de 2012

"Sim, Eu Amo a Mensagem da Cruz..."

                          
Passo a passo a igreja brasileira (com algumas exceções) tem enxertado "novidades" à sua conduta que, claramente, tem desviado sua rota, de modo que Cristo em muitas comunidades não é o alvo, nem a razão.

A arrecadação mensal, o número de membros, a frequência nos cultos, as atrações das programações, os shows, as vendas, as estratégias de crescimento, as campanhas sem sentido e tantas outras coisas, vão tomando o espaço da Palavra. Aliás, a Bíblia por sua vez se tornou um apêndice, um gancho, uma justificativa para que "o negócio" funcione.

Quem imaginaria que uma igreja de mais de 40 milhões de membros, de milhares e milhares de horas de programas de rádio e TV não viesse a ser proporcionalmente expressiva? Quem imaginaria ver uma emissora de TV comprada com dinheiro das ofertas e dízimos seria utilizada para apresentar uma programação recheada de baixarias, besteirol, violência e sexo? Quem imaginaria que um dia iríamos discutir sobre se é lícito ou não pagar direitos autorais das músicas cantadas em nossos cultos? Quem imaginaria que se tornaria comum esse casa e separa, casa e separa, no seio das famílias cristãs? Quem imaginaria que haveria tietagem entre crentes (plateia e artistas)? Quem imaginaria que o isolamento denominacional chegasse a este ponto que temos visto? Quem imaginaria que tantos púlpitos viessem a se tornar tão insipientes? Quem imaginaria tanta idolatria no meio "dito" evangélico? Quem imaginaria que tanta gente da bancada parlamentar evangélica iria participar de falcatruas e negociatas?

Porém, ao mesmo tempo, há um grupo de remanescentes que não se dobra, não se vende... Que persevera, que ora, que renuncia e que, mesmo com toda limitação humana, busca insistentemente glorificar ao Senhor e fazê-lo conhecido. Um povo, ainda que minoria, que continua crendo e pregando a mensagem da cruz, a loucura do Evangelho, adorando ao Senhor Jesus através de uma vida dedicada em servi-lo, buscando sua vontade e a santificação.

Não há meio termo, ou ata ou desata, ou é pedra ou é tijolo, não existe uma meia boca, ou está dentro ou está fora, é lá ou cá, Cristo ou Barrabás.

Jesus nos chama para estarmos ao seu lado, a andarmos na luz, seguirmos pelo caminho apertado depois de cruzarmos a porta estreita. Ele nos convida a renúncia, a morte para que herdemos sua vida. Nos oferece a graça, nos aponta o céu, nosso prêmio maior.




Em Cristo,

Marcos Sal da Terra


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