21 de ago de 2012

A "Síndrome do Mar Morto"


Porque somos 42 milhões de evangélicos no Brasil e, mesmo assim, temos milhares de comunidades sertanejas e indígenas sem a presença da Igreja, mesmo que em muitas destas comunidades existam templos construídos?  

Poderíamos denominar este fato de “Síndrome do Mar Morto”.

O Mar Morto recebeu este nome pela inexistência de vida nele. Exceto pela presença de algumas espécies de algas e bactérias, nada sobrevive a concentração excessiva de sal das suas águas.

Dois fatores contribuem para esta alta taxa de salinidade:

  1. Os elevados níveis de sais do Rio Jordão e de outros afluentes menores que desembocam no Mar Morto.
  2. A rápida evaporação das águas devido ao clima árido da região.

Semelhantemente, e com poucas exceções, o Brasil e seus milhões de evangélicos tem se tornado num grande depósito de sal, onde praticamente todas as ações das igrejas, são tão somente voltadas ao seu “fortalecimento”, concentrando sal sobre sal, sal sobre sal... E tal qual o Mar Morto (que não escoa para lugar nenhum) temos visto a construção de cronogramas e liturgias que supervalorizam às reuniões “domingueiras e clientelistas”, cuja preocupação maior é a atenção a uma Eclésia cada vez mais ávida por sal, para onde tudo conflui.  
Geralmente o que se vê é que os “melhores” pregadores não podem sair da comunidade; Os “melhores” músicos, também não; Os melhores equipamentos, o melhor das ofertas... Sal sobre sal, sal sobre sal, numa deposição doentia que destrói a vida espiritual das igrejas e desperdiça toda riqueza do Rio Jordão e dos outros afluentes (graça de Deus, orientação bíblica, dons, etc).

Porém, há tratamento para a “Síndrome do Mar Morto”, um elixir que é “tiro e queda”, que pode e deve ser aplicado em todo cristão, sendo a sua formulação simples:

  • Ter sensibilidade ao Espírito Santo
  • Obedecer a Palavra de Deus
  • Amar ao próximo (nos moldes de Cristo)
  • Por a fé em prática 
Do mesmo modo a formulação, a sua posologia é bem simples, basta tomar uma porção diária do elixir e Deus nos livrará deste mal.

Finalmente, lembremos sempre que “somos sal da terra”, e que este sal não deve ser acumulado posto que sal em excesso mata.

“E tu serás bênção” (Gn 12:2)

Que o SENHOR tenha misericórdia de nós!


Marcos Sal da Terra
 
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