20 de dez de 2011

Natal Sertanejo

Neste final de semana fomos a Caiçarinha da Penha. Aliás, quem anda com a gente não aguenta mais de tanto que eu falo neste lugarzinho. Porém, quem vai até lá acaba se apaixonando também, de modo que alguns destes alugaram casa, ficando por lá; houve até quem acabou comprando uma casa e se fixou ali.
O que é que tem tão especial em Caiçarinha da Penha? Diríamos textualmente: “A presença de Deus é marcante”.
Alguns foram de moto e enfrentaram 330 Km, 11 horas de viagem pelo meio do sertão e por estradas, muitas vezes, desafiadoras.
Outros foram de caminhão e de camionete.

Quando chegamos lá as crianças já nos esperavam na praça, ansiosas. E acho que valeu a pena; elas amaram seus presentes e gratas, no final, oraram à Papai do Céu agradecendo aquele momento. Foi muito bom!

Conferimos a conclusão de mais um curso de pintura do Projeto Papa-capim, com a exposição dos trabalhos dos alunos concluintes. Todos muito lindos e que nos motivaram à estendermos ainda mais o projeto para outros povoados.

Detalhe: Dentro em breve teremos sede própria para nossa escola de artes, já que agora no dia 26 começaremos a construção do prédio. O terreno já foi limpo e estamos aguardando apenas a disponibilidade do pedreiro e do ajudante, fato que ocorrerá apartir deste dia 26, quando teremos o início das obras.
Em seguida montamos o local de culto aguardando o momento maior, o culto do “Natal Sertanejo”. O som, a luz, o multimídia, cadeiras, púlpito, painel. Tudo foi preparado com carinho, afinal aguardávamos ouvir o Dono da festa.
E foi assim: Praça cheia, um filme evangelístico, orações, coreografia, louvores, ofertas e Deus falando através do Pr. Rogério, um dos nossos anfitriões.
Os missionários Jorge e Aldenice, junto com a sua equipe (Nena, Sílvia e demais) como sempre, e a exemplo do povo do lugar, sempre hospitaleiros e gentis.
No domingo pela manhã, aqueles que ainda tinham fôlego, subiram com a gente a serra da Caiçara. De lá se vê uma banda do sertão do Pajeú, e lá Deus sempre nos confronta quando avistamos quilômetros e mais quilômetros, entre os milhares e milhares desta imensa região, o sertão nordestino, que ainda precisam serem alcançados pela mensagem do Evangelho.
Depois do café com aquele pão inesquecível de Caiçarinha da Penha (vá lá e comprove!), fomos visitar a casa da irmã Nira, que foi reformada com apoio dos queridos da CPC de BH (entenda: Marcelo Gualberto e CIA). As paredes e o piso que não eram revestidos ficaram muito bonitos, um alívio para ela que tem rinite e sofria com a poeira do chão batido e da parede sem reboco. Foi construído o sanitário, outro conforto básico que aquela família desconhecia. Os quartos, assim como toda casa foram cuidadosamente pintados. Ficou faltando, apenas, a construção do lavador de roupas, mas não duvide, Deus não deixa nada pela metade.
Por fim, voltamos para casa bem cansados, é verdade, mas realizados e agradecidos à Deus pelos seus feitos. Ele realmente é muito bom.
 
Em Cristo, 

Marcos Sal da Terra