14 de abr de 2011

A Música e a Igreja Brasileira

 

Vivemos num país onde, literalmente, "tudo acaba em samba". De fato, a música faz parte do nosso dia a dia e está visceralmente ligada a tudo que fazemos.
Na igreja brasileira não podereia ser diferente, em nosso contexto não conseguimos pensar em culto sem música e não muito raro o espaço cedido nas liturgias ao "momento de louvor" é maior do que qualquer outro elemento litúrgico, havendo inclusive quem pregue cantando, fato que nos remete a arte dos repentistas, emboladores e funkeiros.
Esta grande quantidade de música nos cultos, naturalmente, induz a uma vasta produção musical que alcança extremos que vão desde o profisionalismo irrestrito (com músicos que exigem um aparato de instrumentos e equipamentos sofisticados, bem como a remuneração incondicional do seu ofício, não conseguindo exercê-lo em hipótese alguma voluntariamente) ao amadorismo total e irresponsável, que muitas vezes extrapola o mau gosto.

Havendo ainda situações extremas de apego inflexível a tradição ou de falta de compromisso com o conteúdo bíblico das letras e com o ambiente de culto (quem nunca se deparou com uma igreja que canta músicas que mais se parecem com mantras, enquanto "bailarinas" exageram em coreografias com tons carregados de sensualidade?)

Cabe ainda neste contexto de extremos, a adição de uma grande dificuldade em colocar na prática os textos que se canta. Dificuldade em agir com coerência cristã, mesmo quando se repete (e como se repete) frases com apelos poéticos e melódicos à adoração e à obediência ao Senhor.

Que Deus nos livre de "extremismos musicais", pois eles geralmente vêm acompanhados de atitudes egoístas e inconsequentes.

Busquemos a moderação bíblica e com temor usemos a nossa música para glória de Deus, adorando-O e fazendo-O conhecido.

Em Cristo,

Marcos Sal da Terra


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