3 de nov de 2010

Vozes da Seca


Seu doutô os nordestino têm muita gratidão
Pelo auxílio dos sulista nessa seca do sertão
Mas doutô uma esmola a um homem qui é são
Ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão
 
É por isso que pidimo proteção a vosmicê
Home pur nóis escuído para as rédias do pudê
Pois doutô dos vinte estado temos oito sem chovê
Veja bem, quase a metade do Brasil tá sem cumê
 
Dê serviço a nosso povo, encha os rio de barrage
Dê cumida a preço bom, não esqueça a açudage
Livre assim nóis da ismola, que no fim dessa estiage
Lhe pagamo inté os juru sem gastar nossa corage
 
Se o doutô fizer assim salva o povo do sertão
Quando um dia a chuva vim, que riqueza pra nação!
Nunca mais nóis pensa em seca, vai dá tudo nesse chão
Como vê nosso distino mercê tem nas vossa mãos



Faço coro, em parte, com Luiz Gonzaga e Zé Dantas, quando em 1953 compuseram "Vozes da Seca". Incrível como ainda hoje este tema seja tão atual! Como ainda hoje se troca voto por "pão", viciando o cidadão.

Pois é, passaram as eleições, agora temos que ficar atentos a prática, cobrando para que "conversa bonita" de campanha, sai do palanque se torne realidade e tenhamos um país mais justo e menos clientelista.

Com Dilma renasce a esperança e queira Deus que a presidenta venha romper com esse vício. Aliás, Deus foi deixado de fora dos discursos de vitoriosos e derrotados após os resultados das eleições presidenciais, percebeu?

Quanto a nós cristãos, que neste pleito tivemos participação um tanto quanto estabanada, porém decisiva (inclusive forçando a "conversão" dos argumentos dos presidenciáveis), entendo que precisamos continuar pautando a vida pela Bíblia, preterindo a paixão partidária pela paixão pelo Evangelho. Agindo para que o destino da nossa Nação seja conduzido de acordo com a vontade de Deus, "que é perfeita e agradável".

Lula disse que a gente se meteu demais e que "precisamos rever nosso papel". Disse, ainda, que "a sociedade brasileira não é melhor nem pior do que o congresso".

Está posto o desafio, nos quatro anos de mandato executivo e legislativo, precisamos ser exceção neste contexto cíclico e vicioso, ajudando a construir não só um congresso melhor e mais atento as questões do Brasil, mas também, uma classe política que respeite os valores do Evangelho.

Parafraseando Gonzaga e Dantas eu diria:

Como você pode perceber o destino do Brasil está nas mãos dos que nos governam "e nas nossas também".



Saudações,


Marcos Sal da Terra
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