9 de ago de 2010

Turma da Mídia X Paladinos da Ética Cristã


A matéria A Nova Reforma Protestante tem dado o que falar; é pertinente e expõe com franqueza o descrédito de parte da eclésia com os rumos, muitas vezes tortuosos, que tem tomado a igreja evangélica no Brasil.

Porém, acho o texto perigoso ao generalizar os neopentecostais, colocando-os indiscriminadamente na berlinda, como se todos fossem desregrados ou desapegados a sã doutrina, nivelando a todos por baixo. Como negar que há trigo misturado ao joio entre estes evangélicos? Sim, existem homens e mulheres que vivem piedosamente e com temor, fazem a obra de Deus, obedecendo ao Pai com desprendimento, obediência e empenho.

Da mesma forma e na mesma proporção, creio que não seja de bom alvitre entender que por ser um intelectual, e por conseguir emitir opiniões abalizadas sobre a atualidade e a ética cristã, uma pessoa venha ter conduta melhor do que aquele que opina e procede de maneira escancaradamente equivocada. Como negar que há joio misturado ao trigo da ética?

Para tornar claro meu ponto de vista, permita que eu cite como exemplo a atual situação em que se encontram milhares e milhares de pessoas, vítimas da enchente, que atingiu recentemente parte do agreste e zona da mata de Pernambuco e Alagoas. Para isso vamos evidenciar dois fatos neste contexto de calamidade onde o exercício da misericórdia se faz tão necessário.


Primeiro fato: Eu não tenho encontrado a "turma da mídia evangélica" assistindo aos desabrigados (entre os quais centenas de famílias de cristãos) neste momento tão difícil. Em meio a tanto trauma e tanta devastação, ainda não encontrei com aqueles que pregam o amor e a misericórdia de Deus dia e noite através de emissoras de rádio e TV. Entendo que tal fato ocorra, talvez, porque para se manter programas de televisão e rádio por horas e horas no ar, seja necessário muito empenho, muito investimento, não sobrando sequer migalhas aos que têm passado por tantas privações.

Segundo fato: Na mesma proporção, eu não tenho encontrado por estas bandas com os "paladinos da ética cristã"; não os vejo escrevendo nada sobre este assunto, nem pondo em prática o cristianismo que têm defendido de modo ferrenho.


Evidentemente, há exceções, tanto no primeiro grupo quanto no segundo. Mas, o que se evidencia neste embate, parece ser, em muitos casos, uma luta territorial e estratégica, por status e poder, e não por serviço, obediência e amor a obra de Deus. Desta forma desenha-se um cenário onde facções de doutrinas distintas tem, com a mesma intensidade, uma prática cristã pífia e improdutiva.



Marcos Sal da Terra
 
 
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