9 de jul de 2009

Diga ao Meu Povo Que Marche...


"Pelo Senhor marchamos, sim! O Seu exército, poderoso é..."

Cotidianamente, somos incentivados a marchar. Marcharmos pela paz, marcharmos por melhores salários, marcharmos de cara pintada contra a corrupção, marcharmos pelo direito à terra e contra o latifúndio. E, de fato, marchamos sempre que achamos ser necessário marcharmos. Marchamos em oposição aquilo que consideramos incorreto ou injusto. Marchamos a favor das nossas causas, aquelas que consideramos nobres.

Em algumas ocasiões especiais, temos marchado com o Sal da Terra pelas ruas dos povoados sertanejos, numa atividade que chamamos de Protesto Contra o Pecado. Sem denuncismos contra pessoas, nem contra instituições, mas contra os erros que cometemos e que ofendem a glória de Deus, que prejudicam nossos semelhantes e a toda criação.

A nossa responsabilidade como Igreja é marchar. Marchar não só pelas ruas e estradas, mas também marchar pelos corredores dos hospitais, pelos pavilhões dos presídios, pelos becos das favelas, pelos charcos dos mangues, pelas veredas sertanejas, pelas aldeias, pelos guetos. É preciso marchar. Marchar a favor do pecador e contra o pecado; contra a corrupção que corrói o coração e pelo coração corrompido; contra a devastação e pelo devastador, pelas matas e nascente. Por Deus e contra o império das trevas.

Jesus nos deu exemplo de como marchar, por quem marchar e contra quem marchar. Tal fato ocorreu quando Ele percorreu a via dolorosa, carregando sua cruz. A despeito da dor, do opróbrio, do cansaço e de toda limitação humana, Ele marchou exemplarmente a favor do homem corrompido.

A marcha do Mestre foi por mim e contra os meus delitos, não só para me resgatar da morte e das consequências que advém do pecado, mas para me ensinar que eu também preciso marchar. Ele não andou pelas ruas com uma multidão, mas marchou para o seu alvo, a cruz...

A marcha que Deus nos propõe, através de Cristo, tem objetivo, por isso é preciso desenvolvê-la com fé, lógica, seriedade e sem estardalhaços, sem "pirotecnias".
É preciso marchar pelo bem comum e por amor daquele que ordena: "Diga ao meu povo que marche" (Êxodo 14.15).

Marcos Sal da Terra


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