18/10/2014

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria

             
             Recentemente assisti a um pronunciamento do Senador Pedro Simom (PMDB-RS), ele falava sobre a possibilidade do partido de Lula perder a presidência da república, e apontava para um paradoxo... “a derrota vai ser uma grande vitória para o PT!” - asseverou com voz emocionada e a eloqüência que lhe é peculiar.
             A justificativa bem razoável do Senador é a de que não vale a pena continuar no poder a partir do fundamento que o Partido dos Trabalhadores se encontra hoje. Fora do poder o PT veria se afastar dos seus quadros todos os bandidos que se agregaram a ele. Fora do poder já não seria mais um partido interessante para essa gente de estirpe ruim que denigre a sua imagem e a história.
             Fora do poder o PT poderia se recompor com seus remanescentes, gente de qualidade que acredita em sua ideologia (e que hoje, inclusive anda escanteada – eu citaria aqui como exemplo o Deputado Fernando Ferro e o Senador Eduardo Suplicy). Aliás, quem sabe, fora do poder ele não voltaria a ter ideologia? Quem sabe não voltaria a ter sua trajetória pautada em plano de governo e propostas concretas que promovam a ordem e o progresso que estampa o nossa bandeira?
             Concordo com o senador, a politicagem que temos visto no rádio, TV e mídias sociais, é nojenta e desprezível, e vai de encontro ao PT que outrora conhecemos e que foi tão decisivo nas mudanças sociais que alcançamos e caminhos de redemocratização que trilhamos com tanto esforço. O PT, hoje parasitado por bandidos, serve de mau exemplo a geração que não o conheceu em sua origem.
             De fato, não há como negar, que este jogo baixo de acusações mútuas é uma coisa dantesca, que avilta a honra da nossa Nação e a razão bíblica (falo aqui aos cristãos). E o pior que este discurso chulo, ainda suscita partidarismo entre pessoas que se dizem cristãs, como se existisse pecadinho e pecadão. Ora, pecado é pecado e ponto final! E “o salário do pecado é a morte” Rm 6:23. Concordo com Pedro Simom, ir para mais quatro anos a partir destas bases PODE SER um desastre!
            Gente! O Brasil precisa de propostas pautadas na ética, no bom senso e, sobretudo, no TEMOR A DEUS. Este é o único fundamento concreto, lógico e efetivamente produtivo, posto que “o temor do Senhor é o princípio da sabedoria” Provérbio 1:7. Definitivamente, o Brasil não precisa de fofoca, mentiras e intrigas!

Um grande abraço, receba o meu apreço!

(Por favor, me entendam, deletarei todo comentário que citar nomes de candidatos e partidos que eu julgar com tendência a qualquer um destes –sta não é a proposta deste texto, este não é o mérito) Obrigado por sua leitura, compreensão e reflexão. 

27/09/2014

Projeto Papa Capim


O papa capim é um pequeno pássaro comum em várias regiões do Brasil, inclusive aqui no nosso agreste pernambucano.
Várias crianças começam sua paixão pelas aves por um papa capim. Quem já foi menino por estas bandas e nunca possuiu um "passarim" desses?
É bem verdade que de maneira inocente (e por vezes achando que estava lhe concedendo um grande favor) prendia o "bichim", com água e alimento a vontade, e ficava esperando os açoites vindos daquela gaiola de fumo brabo... Tadinho!
Justamente, esse "passarim" sem muito valor comercial foi quem nos inspirou a criar o Projeto Papa Capim, que leva o Evangelho aos sertanejos através da arte educação.
Quando inciamos o "sal da terra", a nossa música, o nosso "jeitim" nordestino, a simplicidade da riquíssima cultura nordestina, não era bem vista por muita gente de dentro e de fora da Igreja, talvez por conta do estigma que nossa gente carrega, muitos confundiam o ser nordestino (hoje ainda há alguns que pensam assim) com o pecado. Isso nos fazia muito mal, pois as vezes as críticas vinham de pessoas que tínhamos como referência na fé. 
Certa vez, numa das nossas viagens, um pastor querido e respeitado por nós, perguntou a um zabumbeiro que estava conosco: "O que é que teu pai diz quando vê tu tocando um instrumento desses?" Aquela palavra me entristeceu demais! Estaríamos de fato errados por falar de Jesus na nossa linguagem? 
Quando eu fui dormir, cadê o sono? Estávamos hospedados numa escola, naquela base do colchonete no chão, um calor da infelicidade, muriçoca me comendo vivo, o ventilador velho e barulhento no teto, soprava um vento quente no chão que levava poeira pra cima da gente, pra completar um cabra roncando que mais parecia caminhão mercedes bens 1113 carregado de areia subindo ladeira... Veio o questionamento: "Isso deve ser castigo, se estivéssemos certos, estaríamos numa situação mais confortável. Isso é porque Deus não concorda com o que estamos fazendo, o pastor tem razão!" 
Foi quando apareceu, do nada, uma lembrança... Em meio aquela noite de agonia, me lembrei de uma cena comum que ocorre em frente da minha casa. Um papa capim, comendo e cantando nos pendões de capim sempre verde.
De olhos fechados aquela visão era tão real, mas ao mesmo tempo inesperada. Donde surgiu a lembrança?
Eu não duvido, Deus fala! Ali, naquele instante, o Senhor de maneira muito clara me mostrou que não havia chamado nordestinos para cantarem com canário belga, mas sim como papa capim, e que toda criatura, dentro do seu contexto, foi chamada para glorificar e fazer conhecido o seu Nome.
E mais, que deveríamos não só continuar em nossa caminhada, mas também ensinar outros sertenejos... Nasceu o Projeto Papa Capim.
De lá pra cá temos ministrados oficinas, mine cursos, palestras e cursos sistemáticos, na nossa escola sediada no Distrito de Caiçarinha da Penha e em quase toda localidade por onde a gente tem passado.
Anunciamos o Nome Daquele que não faz acepção de pessoas usando, também, elementos do nosso contexto cultural.
E, sabe de uma coisa? Dá certo! Porque Deus ama o sertão, seu povo e a sua cultura. Tudo foi criado por Ele e para Ele, e sem ele nada existiria.
Louvado seja Nosso Sinhô!

20/09/2014

"A Igreja não precisa de políticos"


“A Igreja não precisa de político para defender a Igreja. Nós não temos nada a ver com o Estado, o Estado não tem nada a ver conosco. Nós somos profetas de Deus, e profeta não vai a festa de rei.
Nós podemos cooperar com o Estado? Podemos! E vamos sempre! Cooperamos com o Estado, primeiro ajudando as pessoas a serem melhores cidadãos. Cooperamos com o Estado advertindo o Estado dos seus erros e conclamando toda a sociedade ao arrependimento. Cooperamos com o Estado cooperando com todos os movimentos a favor do bem e da justiça... Mas, nós não dependemos de política nenhuma, nós não dependemos dos políticos, nós não temos relacionamento com isso.
Isso não quer dizer que os cidadãos, membros da comunidade do Cristo não possam exercer atividade político partidária. Podem! Mas, se decidirem exercer atividade político partidária, não o farão em nome da Igreja, farão em nome de si mesmos, do seu partido e da sua ideologia. E estando lá, terão de ser o que seriam em qualquer outro lugar – cristãos. E terão que se portar como se portariam em qualquer outro lugar – Cristãos...” Ariovaldo Ramos