13/06/2014

Brava gente brasileira

A “nossa” copa chegou! Tempo de ver a nossa gente (brava gente brasileira) correr apressada para frente da TV, para torcer pelos heróis que se dispuseram, com bravura inigualável, defender as nossas cores verde e amarela contra seleções do resto do mundo em troca de míseros 1,1 milhão (para cada jogador – caso sejam campeões) algo em torno de 36 mil por dia por dia de serviço duríssimos. Um grande sacrifício!
Aliás, a abertura da “nossa copa” ontem atestou aquilo que a gente (brava gente brasileira) já esperava e, como disse o tão querido Galvão Bueno, “foi de arrepiar”.
Fiquei arrepiado com o fiasco da festa de abertura – uma vergonha internacional; fiquei arrepiado com o gesto dos nossos anfitriões da festa que entraram escondidos e permaneceram camuflados no superfaturadíssimo itaquerão, mas que nem por isso deixaram de ouvir o “brado retumbante” e muito deselegante (Ei Dilma vai...), da nossa brava gente da classe média – únicos que puderam chegar perto e entrar na arena. Fato que aponta que o penhor da igualdade está longe de ser uma realidade no Brasil.
Eu fico tropeçando em meus sentimentos, se torço contra, sou contra a Zé, um cidadão que encontrei num sinal de trânsito da minha cidade (representante autêntico da nossa brava gente brasileira) que investiu tudo o que tinha e quem sabe até os R$ 70,00 do bolsa família para comprar e revender capinha de retrovisor, bandeirinha do Brasil e apito. Se o Brasil perder ele vai ficar num prejuízo medonho.
Se torço contra colaboro com a brava oposição brasileira, um bando de urubus, que querem que o pior aconteça para tomar o poder.
Se torço contra me alio ao bravos baderneiros  que aguardam de porretes nas mãos um possível  fiasco, para saírem quebrando tudo o que encontrarem pela frente , defendendo uma causa que nem mesmo eles sabem qual é.
Por outro lado, se torço a favor passo a avalizar a maneira escrachada  e ultrajante que a nossa brava gente brasileira foi surrupiada para que a “nossa” copa acontecesse. “O que tinha de ser roubado já foi” – Palavras da Diretora do Comitê da Copa, Joana Havelanche.
Se torço a favor estarei validando a confecção do “santinho político” mais caro que já se viu, e parafraseando o “meu” dileto conterrâneo Luiz Inácio Lula da Silva, “nunca na história deste país” se pagou tão caro por uma eleição.
Particularmente, estou muito bravo e envergonhado com tudo isso. Me envergonho com este Brasil que se estampa na “nossa” copa e que a minha geração está entregando aos meus filhos, a nova geração de brava gente brasileira.
Na “nossa” copa fulgura um  Brasil que, infelizmente, não adorna a América com florão. Pelo contrário, somos uma Nação que espelha o pecado, que desnuda o nosso opróbrio e todas as nossas mazelas.
Oro, porém, pelas futuras copas, para que Deus levante gente com temor e disposta a servi-Lo. Oro para que o Brasil seja, de fato, uma pátria livre de tudo isso que nós temos visto e que tanto entristece.
Que o Senhor dispense graça e misericórdia sobre a nossa gente – brava gente brasileira.
Um abraço!

04/06/2014

Da Hora Sexta até a Hora Nona


Três horas de trevas sobre toda a terra (da hora sexta até a hora nona), ali no calvário o meu e o seu pecado recaiu sobre Jesus, todas as chagas da humanidade foram postas numa só pessoa.  Aquele que viveu na luz, assumiu plenamente a nossa escuridão de iniquidades, de forma que momentaneamente perdeu a comunhão com o Pai (“Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, por que me desamparaste?”)

Este foi, sem dúvida, o momento mais dramático da história da humanidade, uma atitude de amor exponencial inigualável, onde a pujança daquele momento fez a terra tremer, rochas fenderem-se, túmulos se abrirem e mortos ressuscitarem (dá para imaginar a magnitude deste fato?).

O sangue do justo estava sendo derramado e a sua vida entregue voluntariamente como pagamento pela remissão definitiva dos pecados. Ali, naquela cruz de vergonha e dor, estava se cumprindo o que os profetas haviam falado, as escrituras estavam se cumprindo, Deus,  finalmente, estava restabelecendo a via de acesso entre Ele e a sua criatura (o véu foi rasgado).

Diante destes fatos não tem meio termo, não há uma terceira opção; ou sim, ou não; ou creio, ou não creio; ou aceito, ou não aceito; ou reconheço, ou rejeito esta verdade. Sabendo que a decisão tomada implicará para a eternidade, pois como está escrito: “ Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Jo 11:40)

Em meio a trevas, na cruz dolorosa e de braços abertos, Jesus Cristo abriu o caminho da reconciliação. “eu sou o caminho, e a verdade e a vida; e ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14:6).

Naquele momento, o convite feito lá no sermão do monte, tornou-se ainda mais patente: “vinde a mim vós que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei”. O seu sangue nos trazia perdão e a suas chagas nos concedia alívio. As trevas daquele dia existiram para que hoje pudéssemos andar na luz.
Cabe portanto, refletir com urgência e toda franqueza conforme a canção de João Diener.

(A Última Hora)
“Ao findar o labor desta vida, /Quando a morte ao teu lado chegar,
Que destino há de ter tua alma? /Qual será no futuro o teu lar?
Meu amigo hoje tens a escolha
Vida ou morte o que vais aceitar
Amanhã pode ser muito tarde
Hoje Cristo te quer libertar
Tu procuras a paz neste mundo/ em prazeres que passam em vão
Mas na última hora da vida/ Eles já não te satisfarão
Meu amigo hoje tens a escolha
Vida ou morte o que vais aceitar
Amanhã pode ser muito tarde
Se decides deixar teus pecados/ E entregar tua vida a Jesus
Trilharás sim, na última hora/ O caminho da brilhante luz.
Meu amigo hoje tens a escolha
Vida ou morte o que vais aceitar
Amanhã pode ser muito tarde
Hoje Cristo quer te libertar 

Um grande abraço e que Deus te abençoe!



27/05/2014

O Cristão e a Cerveja

 
Às vezes as nossas discussões ficam na porta de entrada do problema. Veja, por exemplo, a questão da cerveja. É comum ver cristãos discutindo se é lícito ou não beber cerveja, quando na realidade a discussão seria: O que há por trás do comércio da bebida alcoólica, e em que se investe o dinheiro advindo do comércio das cervejas?
 
Por exemplo, uma parcela significativa daquilo que as cervejarias arrecadam com a venda de seus produtos é reinvestido em comerciais e patrocínio de eventos que, dentre outras coisas, visam fortalecer o comércio, e isto inclui arrebanhar novos consumidores, na esperança de torna-los os futuros alcoólatras que vão sustentar seus “impérios”. Será que estou exagerando?
 
Ninguém é bobo, quanto mais cedo começa o consumo (vício) mais o sujeito contribuirá durante a sua vida com a indústria da bebida. Portanto, as crianças e adolescentes são alvos das cervejarias. E enquanto você bebe e tenta justificar biblicamente que não há pecado nisso, as indústrias de cerveja vão agradecendo por sua “generosa” contribuição na manutenção dos novos viciados. Afinal, amanhã elas terão mais “cervejólatras” graças ao seu investimento.
 
O que é mais lamentável nesta história é que todos os desdobramentos desta miséria chamada consumo de bebida alcoólica (acidentes, crimes, separação de casais, enfermidades e tantos outros males) são custeadas por aqueles que defendem, compram e consomem bebidas. Entre os quais, muitos ditos cristãos.
 
Lamentável!